Qualidade de Software

Por que a qualidade de software é tão importante?

Clóvis Wichoski
julho 15, 2020
Qualidade de software
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Em qualquer âmbito, é importante fazer algo rapidamente e economizando recursos. No entanto, a característica mais crucial que qualquer produto deve ter é a qualidade. Afinal, sem isso, nenhuma pessoa se interessará pelo que foi produzido. E isso não é diferente no mercado de desenvolvimento. Por isso existe a qualidade de software.

Esse termo significa basicamente que determinada aplicação cumpre todas as funções esperadas por ela. Ou seja, tudo que for desenvolvido e documentado deve funcionar plenamente quando testado pelos usuários.

No entanto, esse tal funcionamento não compreende apenas o básico do que foi desenvolvido. A qualidade de software também observa outras características pertinentes ao uso, tais como um bom design, confiabilidade, durabilidade, etc.

Sendo assim, a prática é importante para garantir que um produto bom e sem falhas seja levado ao mercado. Mas para isso acontecer, é preciso adotar um modelo de qualidade de software com métricas que mensurem os resultados esperados. E é justamente esse assunto que será abordado neste artigo. Continue lendo e saiba mais!

O modelo de qualidade de software

Antes de começar a trabalhar em algo, você precisa ter alguns parâmetros para definir se o resultado foi satisfatório ou não. No desenvolvimento de aplicações, essa definição de parâmetros é feita de acordo com o modelo de qualidade de software.

A partir dele, os engenheiros de qualidade conseguem definir a maneira que as aplicações serão avaliadas enquanto são desenvolvidas. Além disso, ele também estabelece quais serão as habilidades exigidas para quem for trabalhar no projeto. E, claro, todas essas qualidades facilitam o planejamento geral.

Atualmente, três modelos são bastante utilizados: McCall’s, Boehm e Dromey’s. A escolha por algum deles é muito importante, pois é o modelo que determinará quais características e métricas serão as principais guias para a qualidade de software.

No modelo de qualidade McCall’s (criado pela força aérea americana em 1977), por exemplo, a principal intenção é manter a harmonia entre usuários e desenvolvedores. Assim, o produto é dividido em três etapas (revisão, transição e operação), cada uma delas tendo suas métricas específicas.

Já no modelo de qualidade Boehm, criado em 1978, a ideia é ter algo hierárquico e que é estruturado de acordo com as principais características. Sendo assim, esses “atributos chave” formarão a base da qualidade de software, se desmembrando em pequenas métricas e fatores.

Por fim, o modelo de qualidade Dromey’s concentra-se em atributos e subatributos, conectando propriedades da aplicação a métricas delimitadas. Logo, ele também é focado em “atributos chave”, mas que sempre estarão ligados a características específicas do software.

Principais métricas para medir a qualidade de software

Depois de escolher o modelo de qualidade, é preciso definir métricas que mensurem os resultados alcançados pela equipe de desenvolvimento. Afinal, são elas que indicarão se o time está indo pelo caminho certo ou se alguma etapa deve voltar alguns passos para evitar problemas futuros.

Aqui falaremos sobre as mais importantes, mas vale ressaltar que elas não se encaixarão em todos os projetos. Isso porque cada um deles tem a sua necessidade específica. Logo, o gestor deve escolher as métricas que mais façam sentido para a própria realidade.

Defect Density (densidade do defeito)

Essa métrica mostra quantos problemas foram encontrados e solucionados durante determinado período. Logicamente, quanto maior for a quantidade de problemas, pior é o desenvolvimento e a qualidade de software. E caso esse número esteja muito alto, é importante fazer análises para descobrir o porquê disso estar acontecendo.

Defect Removal Efficiency (eficiência na remoção de defeitos)

Essa métrica indica o quão eficiente a equipe é para solucionar os problemas detectados. E claro, é importante que todos sejam resolvidos. Mas se isso não acontecer, o time de qualidade também deve investigar os motivos.

Meantime Between Failures (tempo médio entre falhas)

É praticamente impossível produzir uma aplicação que nunca falhe, mas podemos estimar o tempo que isso acontecerá. Portanto, a qualidade de software deve observar essa métrica para reduzir esse período entre falhas, garantindo que ele seja o menor e mais aceitável possível.

Aplication Crash Rate (taxa de falha da aplicação)

Especialmente importante para aplicações mobile e sites, essa métrica mostra a frequência com que um software apresenta problemas fatais. Vale ressaltar que ela é muito importante, pois indica a qualidade do código. Afinal, quanto melhor ele for, mais tempo a aplicação se manterá ativa.

A qualidade de software é crucial para qualquer projeto e deixá-la de lado pode resultar no lançamento de um produto que não atenda as necessidades do usuário. Portanto, escolha um bom modelo de qualidade durante o planejamento e não se esqueça de mensurar os resultados periodicamente.

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CEO Mapperidea
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